Impressões de uma noite de trabalho
Neste domingo, 22 de julho, fui o repórter setorista no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Fiquei lá por 4 horas acompanhando a movimentação intensa em função dos atrasos em partidas e chegadas. Conversei com algumas pessoas. Além da indignação dos atrasos, o medo em função do acidente com o Airbus da TAM, na semana passada, ainda era visível em alguns rostos. No final da noite, o corpo de mais uma vítima do acidente chegou ao aeroporto vindo de São Paulo. Ao ver aquele caixão sendo tirado do avião fiquei inerte por alguns segundos refletindo. Na realidade, nosso cotidiano é cheio de tragédias pelo mundo. Mas agora a catástrofe foi com gente nossa. A queda do avião da Gol em setembro do ano passado foi o estopim de toda essa crise. Embora a tristeza tomasse conta do país, ainda estava distante de nós. A dor da morte de pessoas próximas, ou conhecidas pelo menos, nos faz refletir sobre a fragilidade da vida. Como é triste a morte, a separação, a partida sem um adeus sequer, e ainda de forma trágica. Embora pareça clichê, é preciso repetir diariamente o quanto consideramos os amigos, o quanto amamos as pessoas, um filho... Mesmo que seja com pequenos gestos, é preciso entender e valorizar a oportunidade que temos de viver. Sejamos mais humanos. "Não sois máquina. Homens é que sois". Charles Chaplin disse esta frase no filme "O grande ditador". Eu furtei e assino embaixo.

1 Comments:
Com certeza, Molina!
Ouvir o legista "a partir de agora, será difícil resgatar mais corpos, pois eles foram muito carbonizados e viraram cinzas", foi chocante. Cinzas! Como se tivessem sido cremados na hora da morte....
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